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Arquivo para Setembro, 2008

Roto ou nu

Manuela Ferreira Leite diz que Sócrates falou tarde.

A minha mãe, que costuma ter um provérbio para tudo, de certo diria: diz o roto ao nu.

PS – Por “roto” não estou a querer insinuar o que quer que seja, ok?

Jardim vai abdicar

Pelo menos foi o que percebi ao ler este título: “Alberto João Jardim defende «Madeira livre»“.

Depois li a notícia, e afinal não era nada disso. Dão esperanças à malta e depois, pura desilusão.

Piadinha Parva #6

Para ele, um tipo com uma mente tão ordinariamente porca, uma analogia era um bacanal onde só se praticava sexo anal.

Piadinha Parva #5

Andar de cabeça perdida foi a causa de morte de Maria Antonieta e Ana de Bolena.

Novo índice de criminalidade

Balcão ‘Perdi a Carteira’ recebeu 47 mil pedidos no primeiro ano“.

Ou é isso, ou a malta anda muito distraída.

A Deco

Há alguns anos, ainda era eu um tipo inocente, gostava e tinha a Deco – associação privada de defesa do consumidor – em boa conta. Depois, as coisas tornaram-se diferentes.

Eu sei que eles não têm culpa, mas começa logo por terem o mesmo nome que um jogador de futebol. Dependendo para onde estás virado, tão depressa tens a Deco lesionada, como o Deco chumbou os restaurantes das áreas de serviço. Isso de ter nome de jogador de futebol não combina. É como chamar Bobó a uma Associação Religiosa de Castos, ou Simão Sabrosa ao Grupo de Amigos Ciciosos de Sacavém.

Depois comecei a embirrar com as suas “promoções” de assinatura da revista. Chegava-me a casa uma publicidade manhosa, com um aspecto muito colorido e muitos histéricos “Ganhe!!!” espalhados pelo folheto. Isto deixava-me logo em modo de alerta, desconfiado de tudo. E as ditas “promoções” eram, muitas vezes, “fabulosas agendas pessoais”, que nada mais era que uma máquina de calcular com despertador, ou coisa que o valha.

De seguida, ainda com a esperança que eles seriam boa gente, fui a uma entrevista para escrever na revista. Nessa conversa confessaram que só queriam saber porque é que um tipo como eu queria trabalhar com eles, que tinha demasiado experiência, e coiso e tal. Ou seja, escusava de ter perdido o meu tempo e criado esperança. Caí no erro de dizer que o site deles precisava de uma remodelação, e sugeri algumas coisas que fariam falta. Eles disseram que sim, que o site estava a ser remodelado. Quando foi para o ar, lá estavam elas, as minhas ideias. Roubaram-nas ou foi coincidência? A dúvida mantém-se, mas deixou-me ainda mais desconfiado.

Agora, a última gota: o boicote às gasolineiras deste sábado. Que figura ridícula, andar a distribuir folhetos no trânsito, juntamente com os jornais gratuitos e a publicidade a empreendimentos habitacionais no Restelo que, depois de bem vistas as coisas, ficam quase na Cruz Quebrada. E para quê? Nada. Só para fazer notícia de como estão indignados. Quem precisa de gasolina não vai adiar o seu passeio da praxe ao centro comercial. Vai abastecer e pronto. Além disso, se não queriam abastecer hoje, foram ontem encher os depósitos. Estes boicotes não funcionam. Só funcionam para fazer notícia.

Eu já disse que a Deco é uma associação privada, não disse? Pois…

Estrondo

Leio no Sol que um “Estrondo sónico assusta habitantes de Málaga“.

Foi a primeira e a última vez que caguei obrei em Málaga.

Pergunta Estúpida #3

Existem cartões de cliente para os chamados supermercados de droga?

Não presta!?

Para aqueles que dizem que Metallica é uma bosta, só barulho e tal e coiso, cá vai: o novo “Death Magnetic” é nº1 em 25 países.

Não são 25 lojas. São 25 países. E se quiserem mais dados sobre a grandeza da banda, é só pedir.

Não presta? Pois, deve ser isso…

A matemática das agressões

A localidade de Alhos Vedros foi ontem palco de agressões entre dois grupos de jovens. E, ao que parece, malta que não estudou matemática. Ainda há pouco ouvi as declarações de um dos agredidos. Relatava ele que, os agressores, «eram o triplo de nós. Éramos 10, eles eram quarenta. Foi sempre a aviar, com 10 tipos para cada um».

Ora, se o grupo agredido tinha 10 pessoas, o grupo agressor passou de 30 (o triplo), para 40, e depois para 100 (10 para cada um).

Ou é falta de aulas de matemática, ou a culpa é da inflação, que se revela onde menos se espera.

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